quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Um dia de domingo


                Acordei mais cedo que o de costume: às 10:45 min... Do segundo tempo. Digo isso porque todos já estavam de pé e prontos para o churrasco típico de domingo, mas dessa vez com sua figura atípica: o local. A bagunça de hoje não seria aqui em casa. Sorte!
                Hoje eu tinha planos de estudos, seria eu comigo mesma. E uma tarde que tinha tudo para ser iluminada e repleta de produção, foi escurecida pela incompetência da CEB e desânimo de minha parte.
                Tratei de preparar um almoço bem peculiar de um domingo à tarde: macarrão instantâneo.
                Enquanto a bateria do computador agonizava, eu desfrutei o máximo que eu pude das companhias do mundo virtual, pois sabia que haveria uma tarde e uma noite bem solitárias pela frente.
                Quando o notebook já não atendia os meus comandos, fui andar pela casa ao som de todas as músicas que consegui escutar no celular até sua bateria ir ao encontro de todos os aparelhos eletrônicos que não funcionavam nesta tarde.
                Entre um pensamento e outro, eu expunha meus pontos de vista à Belinha que, quando muito, latia para quem passava na frente da casa.
                Meu dia foi tão bom que a parte mais agitada dele é agora. Onde eu me encontro diante de duas latas de cerveja vazias, uma terceira (quente) à caminho do meu fígado, a Belinha dormindo em meus pés, a casa toda escura e uma vela iluminando as minhas palavras.

Lorena de Souza Rocha

Nenhum comentário:

Postar um comentário